Atendimento para mulheres com foco em Amamentação, Ginecologia, Laserterapia e Microscopia.

É muito comum que os pais se preocupem quando o bebê começa a regurgitar após as mamadas. Muitas vezes, a primeira impressão é de que ele tem refluxo e, por isso, acabam buscando soluções como travesseiros antirrefluxo ou até medicamentos, sem que haja necessidade.

Na verdade, a maioria dos bebês apresenta o chamado refluxo gastroesofágico fisiológico, que é considerado normal. Nessa situação, o leite pode retornar do estômago para o esôfago, com ou sem sair pela boca em forma de golfo ou regurgitação. Isso acontece porque o sistema digestivo do bebê ainda está em desenvolvimento e costuma ser mais frequente entre o segundo e o quarto mês de vida, diminuindo gradualmente até o primeiro ano.

Já a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é diferente. Ela ocorre quando o refluxo provoca prejuízos à saúde da criança. Alguns sinais de alerta incluem irritabilidade intensa, choro persistente, dificuldade para ganhar peso ou perda de peso, recusa das mamadas, episódios de pneumonia por aspiração, anemia e vômitos com sangue. Nesses casos, é fundamental que o bebê seja avaliado por um profissional de saúde.

Outro ponto importante é que, nos primeiros dias de vida, alguns bebês podem regurgitar devido ao fluxo intenso de leite materno, especialmente quando a produção da mãe aumenta rapidamente. Nesses casos, muitas vezes o problema não é uma doença, mas sim a necessidade de ajustar o manejo da amamentação para tornar a mamada mais confortável e eficiente.

Por isso, nem todo bebê que regurgita tem refluxo patológico. Antes de se preocupar ou utilizar produtos específicos, é importante buscar uma avaliação individualizada. Muitas vezes, orientações simples sobre a amamentação e o posicionamento do bebê são suficientes para reduzir os episódios de regurgitação e trazer mais tranquilidade para toda a família.

hoje as recomendações mais atuais orientam não utilizar travesseiros antirrefluxo no berço, pois eles não previnem o refluxo e ainda aumentam o risco de sufocação durante o sono. A posição mais segura continua sendo o bebê dormir de barriga para cima, em um colchão firme e sem inclinações, conforme as recomendações das sociedades de pediatria.

Obs.: Informações sujeitas a alterações, de acordo com os estudos científicos atualizados.

Clique aqui e fale comigo através do WhatsApp

CATEGORIES:

Ginecologia

Tags:

No responses yet

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimos comentários

Nenhum comentário para mostrar.