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“Thays, eu vi na internet um exame que detecta o DNA do HPV. Se eu fizer esse exame, eu ainda preciso fazer o preventivo?” Essa dúvida pode ser também de muitas outras mulheres.

Muita gente confunde o exame preventivo, o teste para HPV e até o próprio exame ginecológico que acontece durante a consulta. E entender essa diferença pode mudar completamente a forma como você cuida da sua saúde íntima.

Hoje existem exames mais modernos disponíveis, mas é importante entender que cada um deles tem um objetivo diferente dentro da consulta ginecológica.
Durante a consulta, a primeira avaliação que acontece é algo que muitas mulheres nem percebem que também faz parte do cuidado: o exame especular. Quando colocamos o espéculo, conseguimos observar diretamente o canal vaginal e o colo do útero. Nesse momento é possível avaliar se existe alguma inflamação, secreção, lesões visíveis ou outras alterações no colo uterino. Ou seja, é uma avaliação clínica e visual muito importante que faz parte da consulta ginecológica.

Já o exame preventivo, também conhecido como Papanicolau ou citologia oncótica, tem outra finalidade. Nesse exame nós coletamos células do colo do útero para que elas sejam analisadas em laboratório. A partir dessa análise é possível identificar alterações celulares, inflamações e até lesões precursoras do câncer do colo do útero. Ou seja, o preventivo avalia como estão se comportando as células dessa região.

E existe também o teste molecular para HPV, conhecido como genotipagem do DNA do HPV. Esse exame procura especificamente o material genético do vírus HPV e consegue identificar se existe a presença de tipos de HPV associados a maior risco para o câncer do colo do útero.

Percebe a diferença?

Um exame permite observar o colo do útero durante a consulta, o outro analisa as células dessa região, e o teste molecular identifica a presença do vírus.
São informações diferentes, que muitas vezes se complementam dentro da avaliação da saúde ginecológica da mulher.

Por isso, durante a consulta, o profissional avalia cada caso individualmente. A idade da mulher, o histórico de saúde, os exames anteriores e até a presença de sintomas são fatores que ajudam a decidir qual exame é mais indicado em cada situação.

E tem algo muito importante que eu sempre explico para as minhas pacientes: o exame mais moderno nem sempre substitui o exame mais importante.

Obs.: Informações sujeitas a alterações, de acordo com os estudos científicos atualizados.

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